Orgulho ou vergonha gay?
João Luiz Santolin
ORGULHO OU VERGONHA GAY?*
Incoerências da militância gay no Brasil


Resposta do Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES) à matéria de capa da revista Época, intitulada “Orgulho Gay” (de 20 de setembro de 1999) e que mostra artistas, empresários e profissionais liberais assumindo publicamente sua vida homossexual e incentivando outros a fazerem o mesmo. Através desse artigo, o MOSES resolveu mostrar alguns dos equívocos do movimento gay no Brasil.


A matéria Orgulho Gay (capa da revista Época nº 70) está pontuada de
equívocos. Aliás, o ativismo gay mundial também está eivado de teses e
teorias cultural e cientificamente insustentáveis. Por exemplo: há gays de
todo o mundo bradando que se “nasce gay”. A verdade é que não
existem pesquisas em nenhum lugar do mundo que tenham conseguido comprovar uma evidência orgânica para a homossexualidade. Algumas pesquisas, como a do hipotálamo e a dos gêmeos (há registros de que ambas já foram descartadas por cientistas americanos), chegam aos países do terceiro mundo como panacéia para o conflito interior que atinge gays e lésbicas independentemente de sua condição social, cultural, econômica, religiosa ou
familiar. O homossexualismo é um estado de vida completamente reversível (e
é nisso que cremos com o respaldo de inúmeros psicólogos e psiquiatras) e
cogita-se que as pessoas não são homossexuais, mas estão homossexuais.

Por que, num país democrático como o nosso, aqueles que discordam de que o
homossexualismo seja normal são taxados de homofóbicos? Será que os GLS
(gays, lésbicas e simpatizantes) sabem o significado verdadeiro da palavra
homofobia para rotularem a todos de homofóbicos? Isso também não seria
preconceito contra a convicção de outros? Uma fobia, de acordo com a
Associação Americana de Psiquiatria, é definida como “um temor ou medo
irracional de um objeto ou atividade, levando a pessoa a evitar
significativamente o objeto temido” (Diagnostic and Statistical
Manual). Aqui vale a pergunta do terapeuta americano Joe Dallas no livro A
Strong Delusion: “Ao ver um homossexual, se somos realmente
homofóbicos, nós também não deveríamos ficar agitados, com a respiração mais
rápida, quase não suportando a sua presença, mesmo que por pouco tempo?
Acontece que não reagimos assim. Portanto, é improvável que a pessoa
acusada de homofobia seja realmente homofóbica. Para que o fosse, de acordo
com a APA, a pessoa deveria ter medo de homossexualismo ou de homossexuais,
fazendo tudo para evitar a ambos.”

Se ninguém é obrigado a concordar com determinados regimes políticos ou doutrinas religiosas, por que tem que concordar com certas práticas sexuais?
O que a maioria tem (e que os ativistas gays não aceitam) não é homofobia
nem preconceito. É convicção. Segundo Joe Dallas, convicção “é a certeza obtida de fatos e razões que não deixam lugar para dúvidas ou objeções. É plenamente possível ter uma posição firme em relação ao homossexualismo sem preconceito ou fobia” (pág. 145).

O argumento da homofobia conforme utilizado pelos militantes gays não é, sob
aspecto algum, imparcial. Exemplo claro disso foi a declaração de Lucinha
Araújo - mãe de Cazuza - a respeito da atriz Maria Zilda em entrevista à
IstoÉ Gente e comentada com ares de triunfo pela revista gay SuiGeneris,
demonstrando claramente que, dependendo de quem diz, não importa o que se
diz. SuiGeneris reproduz a declaração integralmente: “Ela é lésbica,
gosta de mulher. E ainda é metida a mãe de família.” Isto dito por
qualquer pessoa, cujo filho não tivesse sido homossexual e morrido por causa
de AIDS, seria considerado um pronunciamento homofóbico. Aguinaldo Silva,
escritor pernambucano, disse abertamente na matéria Orgulho Gay (Época, 20
de setembro de 1999). “O Brasil para nós é um paraíso. Não sei do que
as bichas tanto se queixam” (grifo nosso). Definitivamente, não há
seriedade nos argumentos e no estardalhaço da militância homossexual.

O contraste ficou por conta do travesti Rogéria, na pergunta “Uma
briga de quem com quem?”, em entrevista concedida à Marília Gabriela
(19.04.98) por causa de uma declaração da atriz Cássia Kiss no programa do
Faustão, quando perguntada sobre o que faria se descobrisse que seu filho
era homossexual. A reposta foi despretensiosa, mas categórica. O próprio
travesti Rogéria comentou a resposta da atriz: “Ela disse que não
saberia onde tinha errado.” E continuou: “Eu xinguei-a e ela
pariu dois filhos em seguida.” Aliás, Marília Gabriela - considerada
uma das mulheres mais intelectuais do país - deu um show de insensatez
chamando o travesti Rogéria o tempo todo de “mulher” quando o
próprio Astolfo Barroso Pinto insistia que era homem e declarava: “Eu
nunca serei uma mulher.”

Clodovil, durante o programa do Faustão, disse que não concorda com a união
civil de homossexuais e que a ex-deputada Marta Suplicy pode estar
legislando em causa própria. O ator Jorge Laffond, homossexual assumido,
declarou em entrevista também concedida à Marília Gabriela (04.07.99) que
não levanta bandeiras para homossexuais: “É que é cada um com uma
cabeça (...) é muito perturbador uma coisa dessas. Ao nível de grupos gays,
homossexuais, eu não entraria jamais!”

Tudo isso só comprova o óbvio: o argumento da homofobia contra convicções
nas evidências de que o homossexualismo seja reversível é manobra política e
manipulação psicológica. Um dos porta-vozes do ativismo gay nos EUA,
Marshall K. Kirk, corrobora o que estamos afirmando e dá a receita para o
uso do argumento contra a “homofobia”: “Apresentemos os
gays como pessoas boas... a campanha tem de pintá-los como a
nata da sociedade... Os opositores têm de parecer maus... Para
ser claro, eles devem ser difamados... precisamos mostrar ao público imagens
de homófobos briguentos...” (Júlio Severo, O Movimento Homossexual,
1998, Ed. Betânia, p. 60).

Essa constatação não exime os verdadeiros casos de violência contra
homossexuais - que reconhecemos e, como cristãos evangélicos, somos
absolutamente contra -, mas vale uma ressalva: nem todo homossexual que é
vítima de violência ou preconceito na sociedade brasileira o é por causa do
homossexualismo. Muitos são pessoas irritadiças e agressivas, estão
envolvidos com drogas, crimes, ou são simplesmente alvo de algum assalto que
acaba em tragédia, como acontece com inúmeros heterossexuais.

A confusão ideológica reina no meio dos militantes gays. Uns dizem que
nasceram assim, outros dizem que é opção, outros, ainda, que é genético e
outros que não é genético nem opção, apenas é. Por que, então, comparar o
homossexualismo com outras questões, como a dos negros (questão racial), a
dos deficientes físicos (geralmente herança genética), a dos judeus (causa
religiosa e cultural) e a dos nordestinos (causa geográfica e social)? Será
que os ativistas gays pediram autorização aos negros, deficientes físicos,
judeus ou aos nordestinos para se compararem com eles, tudo isso também
fazendo parte de sua bem engendrada estratégia política e de apelação
emocional? É muito conveniente à militância homossexual evocar tais
injustiças. De acordo com Júlio Severo, autor de O Movimento Homossexual,
”a utilização do termo opressão é muito importante para o movimento
homossexual... Embora o movimento esteja empenhado em apresentar os gays
como seres agredidos e oprimidos, recentes acontecimentos têm demonstrado o
oposto”.

Quanto à idéia de que os homossexuais assumidos e bem-sucedidos
profissionalmente são felizes e estão plenamente equilibrados, a matéria
Orgulho Gay foi absolutamente parcial. Uma das maiores provas disso é o caso
da lésbica mais assumida do Brasil: Cássia Eller. Ela não é lésbica, está
lésbica. Dentro dela certamente existe uma mulher em profundo conflito com
tudo o que lhe empurraram sobre psicossexualidade desde a adolescência.
Resultado: baixíssima auto-estima. As declarações dadas por ela à revista
SuiGeneris no 48, de 1999, refletem claramente a condição de incontáveis
gays no país: uma simples experiência física, afetiva ou emocional e
conselhos “afirmativos” dados por amigos ou profissionais
”qualificados”, advindo daí o comodismo que se instala diante da
nova experiência - já que o discurso da pós-modernidade é viva o
prazer intensamente, o importante é ser feliz, esqueça a moralidade retrógrada dos falsos moralistas etc.

O outro lado da verdade é que nenhum dos que vivem propalando essas máximas
(ou seriam mínimas?!) e idolatrando o preservativo e a democratização da
possibilidade do prazer, levantam-se das suas acolchoadas cadeiras para
visitar as vítimas quando estão nos hospitais condenadas pelo HIV ou com
outras doenças ou que estão alcoolizadas, drogadas, abandonadas, sem
família e, algumas já loucas por terem seguido o conselho de profissionais
que, além de engordarem sua conta bancária, não têm coragem de mostrar as
conseqüências para seus clientes (talvez sejam eles mesmos guias cegos!).

Mas a luta para convencer que ser homossexual é reversível. Ao tentar
provar que é possível desenvolver um relacionamento duradouro entre pessoas
do mesmo sexo, Cássia Eller e Eugênia acabam frustrando as expectativas de
quem esperava um relacionamento fiel e equilibrado. É a própria Cássia quem
declara: “Eu tenho muito ciúme dela e ela de mim. Então procuramos nos
respeitar. Meio que combinamos de não deixar a outra saber, não é para
escancarar. A gente se conhece tanto que sabe quando a outra está apaixonada
por alguém, mas preferimos não contar.”

Contrariando a opinião geral dos GLS, que defendem uma constituição familiar
caracterizada pela falta de um dos papéis materno ou paterno, sem prejuízos
psicossociais para a criança, Cássia Eller chega a confessar que pai faz
falta: “O Chicão sente falta de um pai, mas vai ter que aprender a
conviver com isso. Ele foi passar um fim de semana na fazenda do pai de um
colega e ficou fascinado porque o pai do garoto pegava ele nos braços bem
alto, essa coisa de força masculina. O Chicão voltou falando que estava
triste porque não tinha pai.”

Cida Araújo, 48 anos, empresária paulista e homossexual assumida, em
declaração à Época, gaba-se: “Depois que saí do armário, dobrei o
faturamento da casa, porque atraí o público gay.” Infelizmente a
tendência pró-gay facilmente identificada na máteria não permitiu a busca de
experiências avessas como, por exemplo, a do famoso autor teatral Oscar
Wilde. Ele perdeu a família, muitos amigos e o sossego. Por fim, morreu em
depressão e desconforto, em decorrência do conflito que vivia com a própria
homossexualidade. Mesmo o mais assumido dos gays, no fundo, tem conflito e
se questiona. A quem, então, a militância quer enganar: a si mesma ou aos
outros?

Está mais do que provado que os homossexuais, em sua maioria, tornaram-se
homossexuais por conta da falta de referência saudável dos pais, da ausência
deles, separação, etc., ou por causa de experiências homossexuais
(satisfatórias ou não) com colegas, primos, parentes e até mesmo de abuso na
época da formação de sua identidade sexual. Muitos, de igual forma,
envolveram-se no homossexualismo devido a tantos apelidos que acachapavam
sua auto-estima e os empurravam para uma única opção: Você é
gay! Sua bicha louca!, Mulher-macho, sapatão!, Você é bicha mesmo e não tem jeito!; ouvir tudo isso é forte e doloroso demais para crianças e adolescentes. E o que piora é que a maioria dos pais não conversa abertamente com os filhos e não
procura saber como foi o dia na escola, com os colegas etc.

A matéria da revista é completamente tendenciosa e, diante do que expusemos,
não corresponde à realidade. Todos os gays conhecem e convivem com
homossexuais que são bem-sucedidos em todas as áreas da vida (inclusive com
famílias que os aceitam e apóiam), mas que continuam convivendo com
processos de desconforto, depressão e conflito. E não é porque estejam
insatisfeitos com seus relacionamentos amorosos! E não é, também, porque
nunca tenham passado pelo divã de um bom psicólogo! Não! É pura e
simplesmente porque a prática do homossexualismo é incapaz de se traduzir em
felicidade para quem quer que seja.

Diante de tudo isto, nós, como propagadores da Palavra de Deus a todos os
seres humanos - independentemente de sua posição econômica, social,
religiosa, cultural ou sexual -, queremos deixar uma mensagem aos GLS. Gays
e lésbicas não são piores do que nenhum outro pecador. São cidadãos que
pagam seus impostos, têm direitos, deveres etc., mas que precisam saber que
em breve haverá o juízo de Deus como houve há alguns milênios no tempo e no
espaço quando as pessoas não acreditavam em nada do que um velho profeta
(Noé) dizia por considerarem-no retrógrado! Hoje um velho livro - alvo das
mesmas críticas e indiferença dirigidas ao velho profeta a Bíblia
(absolutamente) Sagrada e inerrante, a Palavra viva e verdadeira de Deus,
está clamando por arrependimento e profetizando um juízo, uma destruição no
tempo e no espaço, um momento em que seremos todos confrontados com nossas próprias desobediências, rebeldias e obstinações, tendo que dar conta de
todos os nossos atos - bons e maus - ao Juiz dos juízes:
”Com certeza vocês sabem que os maus não herdarão o Reino de Deus.
Não se enganem, não herdarão o Reino de Deus os imorais, os que adoram
ídolos, os adúlteros, os homossexuais, os ladrões, os avarentos, os bêbados,
os difamadores, os marginais. Alguns de vocês eram assim. Mas foram
lavados do pecado, separados para pertencerem a Deus e aceitos por ele por
meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.” (1
Coríntios 6:9-11 - Bíblia na Linguagem de Hoje).

”Pois não deixou escapar os anjos que pecaram, mas os jogou no inferno
e os deixou presos com correntes na escuridão, esperando o Dia do
Julgamento. Deus não deixou escapar o mundo antigo, mas trouxe o Dilúvio
sobre o mundo das pessoas más. O único que ele salvou foi Noé, que anunciou
que todos deviam obedecer a Deus, e também salvou mais outras sete pessoas.
Deus condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, destruindo-as com fogo, como
exemplo do que vai acontecer com os maus. Ele salvou Ló, um homem bom, que
estava aflito porque conhecia a vida daquela gente imoral. Todos os dias
esse homem bom, que vivia entre eles, sofria no seu bom coração, ao ver e
ouvir coisas más que aquela gente fazia. Assim o Senhor sabe como livrar
das aflições as pessoas dedicadas a ele e também sabe guardar os maus
debaixo de castigo para o Dia do Julgamento. Deus castigará especialmente
os que seguem os seus próprios desejos impuros e desprezam a autoridade do
Senhor.” (2 Pedro 2:4-10 - Bíblia na Linguagem de Hoje).

Mas ainda há um Advogado! Ou melhor, ainda há o melhor Advogado da História
em plena atividade: Jesus Cristo. E hoje Ele chama a todos ao
arrependimento, capacitando-os para viverem uma nova vida. Não temos força
em nós mesmos, mas Ele nos ajuda diariamente a vencer todas as limitações
que o pecado nos impõe e a termos comunhão constante com ele. Saíram da sua
própria boca as palavras transcritas abaixo:

”Eis que estou à porta, e bato se alguém ouvir a minha voz, e abrir a
porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo.”
(Apocalipse 3:20 - Bíblia Atualizada da SBB).


*João Luiz Santolin (Coord. do MOSES). Colaborou Sérgio Viula.
abaixo:

”Eis que estou à porta, e bato se alguém ouvir a minha voz, e abrir a
porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo.”
(Apocalipse 3:20 - Bíblia Atualizada da SBB).


*João Luiz Santolin (Coord. do MOSES). Colaborou Sérgio Viula.